Reformas Espelhadas, Cofres Abertos: até quando Sertãozinho vai aceitar?
Duas escolas. O mesmo valor. R$ 142.500,00 cada. Contratos já liquidados.
A pergunta que ecoa nas ruas é simples — e incômoda: aonde vai parar isso?
Em Sertãozinho, a matemática parece ter virado padrão. A Escola Salete Martins recebeu uma “reforma” no valor exato de R$ 142.500,00. Do outro lado da cidade, a Escola Joana Sampaio, em frente ao Mercado Público, nem terminou a pintura — e, ainda assim, custou os mesmos R$ 142.500,00 aos cofres públicos.
Coincidência? Ou tabela?
Aqui vai a pergunta que todo cidadão faz — e que ninguém responde com clareza: o que houve nessas reformas além de tinta?
Porque, quando dois contratos batem centavo por centavo, a desconfiança não é exagero. É bom senso.
E tem mais. A empresa responsável pelos serviços segue “namorando” o Ministério Público, enquanto os contratos firmados pela gestão ultrapassam R$ 12 milhões em apenas um ano.
Quem está medindo essas obras?
Quem atestou a entrega?
Quem assinou a liquidação?
A prefeita Flávia Tavares precisa explicar. Explicar agora. Porque dinheiro público não é abstração — é escola funcionando, é criança aprendendo, é imposto suado.
E quando a pintura não acaba, mas o pagamento termina… algo está fora do lugar.
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