Prefeitura de Macau paga até 200% a mais por colchões; contrato levanta suspeitas e exige investigação



Uma contratação realizada pela Prefeitura de Macau está no centro de questionamentos que exigem respostas urgentes.

Documentos disponíveis no Portal da Transparência apontam que a gestão da prefeita Flávia Tavares contratou a empresa PJ Comercial e Serviços Ltda, pertencente a Paula Juliana Santos Vieira — prima da prefeita — para a aquisição de 300 colchonetes.




Os valores chamam atenção:

Colchonete Tipo 1: comprado por R$ 387,00 a unidade

Colchonete Tipo 2: comprado por R$ 88,90 a unidade

Uma simples pesquisa de mercado, com especificações semelhantes às descritas no próprio Portal da Transparência, aponta preços significativamente inferiores:

Tipo 1: encontrado por cerca de R$ 139,00

Tipo 2: aproximadamente R$ 17,50

A diferença ultrapassa os 200% em alguns casos.

O contraste que revolta

A denúncia se torna ainda mais sensível quando se recorda que, no ano passado, crianças de 2 a 5 anos da creche de Barreiras chegaram a dormir no chão por falta de colchonetes adequados.

Se há recursos para pagar valores tão acima do mercado, por que faltou estrutura básica para as crianças?

Onde estão esses 300 colchões?

Foram entregues?

Estão sendo utilizados?

Quem se beneficiou com essa diferença de valores?

Laços familiares e questionamentos públicos



Outro ponto que precisa ser esclarecido é a relação familiar entre a chefe do Executivo e a proprietária da empresa contratada. A legislação impõe regras rígidas para evitar favorecimento e conflito de interesses.

A população de Macau merece transparência — não apenas formal, mas prática e comprovável.

O que está em jogo

Não se trata apenas de números em uma planilha. Trata-se de dinheiro público. Trata-se de confiança. Trata-se das crianças da cidade.

Cada real pago acima do valor de mercado é um real a menos na merenda, na saúde, na infraestrutura, na dignidade da população.

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