Pórtico de mais de R$ 1 mil por dia é desmontado enquanto pacientes enfrentam falta de medicamentos em Macau
A cena do desmonte do pórtico instalado na entrada do Hospital Antônio Ferraz marca mais do que a retirada de uma estrutura metálica. Representa o fim de um símbolo que, para muitos moradores, traduzia desperdício em meio à escassez.
Durante meses, a estrutura — cuja diária ultrapassava R$ 1.000,00 — permaneceu montada enquanto pacientes relatavam a falta de medicamentos essenciais como remédios para pressão arterial e até dipirona.
Em uma cidade onde a saúde pública enfrenta dificuldades estruturais, o contraste gerou indignação.
Prioridades invertidas?
A pergunta que se impõe é direta:
como justificar o gasto elevado com uma estrutura estética ou temporária enquanto itens básicos para atendimento médico não estavam disponíveis?
Pacientes hipertensos sem medicação.
Famílias percorrendo farmácias em busca de dipirona.
Profissionais de saúde lidando com limitações diárias.
E, ao mesmo tempo, mais de mil reais por dia destinados a um pórtico.
O símbolo que caiu — mas as respostas ainda não vieram
O desmonte pode ter encerrado o contrato da estrutura, mas não encerra a necessidade de explicações.
Qual foi o valor total pago?
Quem autorizou o contrato?
Houve estudo técnico que justificasse a despesa?
Quais critérios foram usados para definir essa prioridade?
Em tempos de orçamento apertado, cada decisão administrativa carrega impacto direto na vida da população.

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