Dinheiro Liberado, Obra Inacabada
Obra sem fim, dinheiro com ponto final
Causa espanto — e levanta sobrancelhas — a velocidade com que recursos públicos estão sendo liberados em Macau. O contrato da empresa Império, hoje sob investigação do MPRN, expõe um roteiro fora do padrão: notas fiscais liquidadas integralmente antes da conclusão das obras. Em obras públicas, a regra é simples — paga-se conforme a medição do que foi executado. Parcial, quando só parte do serviço está pronta; integral, quando a obra termina. Mas em Macau, a lógica parece invertida.
O caso da Escola Padre João Penha Filho é emblemático. A obra segue inacabada, mas duas notas — R$ 110.200,00 e R$ 514.007,00 — já foram liquidadas por completo. Que medição é essa que dá obra concluída sem conclusão? Só em 2026, a Império já teve R$ 5.081.001,27 liberados para pagamento, enquanto a maioria dos serviços permanece incompleta — ou sequer começou. São R$ 624 mil numa escola ainda em obras. O prédio estava “destruído” ou a pressa foi maior que o concreto? O leitor decide, mas os documentos — agora sob apuração — falam por si.
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