Conselho Escolar denuncia ao Ministério Público abandono da Escola Manoel Francisco da Cunha
Na manhã desta segunda-feira, representantes do Conselho Escolar, acompanhados por um grupo de mães, formalizaram denúncia junto ao Ministério Público relatando a situação da Escola Municipal Manoel Francisco da Cunha, localizada na Ilha de Santana.
A data é 2 de março de 2026.
E o ano letivo ainda não começou na unidade.
Segundo os denunciantes, não há sequer previsão oficial para o início das aulas.
Estrutura inexistente
O relato entregue ao Ministério Público descreve um cenário alarmante:
• A escola está sem cozinha;
• Não possui instalações sanitárias adequadas;
• Não conta com fornecimento de energia elétrica;
• Não dispõe de estrutura mínima para funcionamento, muito menos para ensino em tempo integral.
Imagens anexadas ao processo reforçam o quadro de precariedade.
Em vez de salas prontas para receber alunos, o que se vê é abandono.
Reunião marcada, autoridades ausentes
De acordo com o Conselho Escolar, no dia 26 de fevereiro havia reunião agendada com a prefeita e com a secretária municipal de Educação para tratar da situação.
Nenhuma das duas compareceu.
Apenas uma representante esteve presente — e declarou não possuir informações sobre o caso.
Para as mães, o silêncio institucional aprofunda a angústia.
“Quando nossos filhos vão voltar para a sala de aula?”
“Se não é ali, será onde?”
Perguntas simples. Respostas inexistentes.
Crianças sem aula, famílias sem direção
A ausência de previsão para o início das atividades escolares impacta diretamente dezenas de famílias da Ilha de Santana.
Educação não é favor.
É direito constitucional.
Quando uma escola não tem banheiro, não tem energia e não tem cozinha, não se trata de atraso pontual — trata-se de desestruturação
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